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Prontuário eletrônico com IA para psicólogas e psicólogos, sob o seu julgamento.

Para psicólogas e psicólogos: o que a IA faz e não faz no prontuário eletrônico, o que dizem o CFP e a LGPD e como escolher a ferramenta.

Equipe Editorial · Conexão Psicológica
Curadoria editorial
22 out. 2026·13 min de leitura
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Um prontuário eletrônico com IA para psicólogas e psicólogos é o sistema em que você registra as sessões, aplica instrumentos e guarda os documentos, com uma inteligência artificial que ajuda a organizar e a ler esse material. Ela não diagnostica e não decide. Na Conexão Psicológica, a análise por IA tem botão próprio e não roda enquanto você escreve, e as hipóteses diagnósticas sugeridas chegam com a confiança limitada a 70%. Quem decide é você.

Esta página explica o que muda no prontuário quando há IA, o que ela faz e o que ela não faz, o que as normas dizem hoje, para onde vão os dados e como escolher uma ferramenta para o consultório. No fim, está o que a plataforma inclui, quanto custa e como testar antes de pagar.

O que é IA para psicologia, sem promessa

Na prática clínica, "IA" costuma nomear duas coisas diferentes. Uma é o motor de regras: um programa que lê o que foi registrado, reconhece termos clínicos e percorre um catálogo de diagnósticos para sugerir hipóteses. A outra é o modelo de linguagem: o tipo de sistema que escreve um resumo, organiza uma linha do tempo ou redige o rascunho de um documento. As duas trabalham sobre o que você e a pessoa que você acompanha registraram. Nenhuma das duas estava na sessão.

O que essas ferramentas fazem bem é organizar volume. Elas juntam escores espalhados em semanas, apontam um tema que se repete nos registros e montam um rascunho que você corrige. O que elas não fazem é escutar, sustentar o vínculo, interpretar o contexto de vida de alguém ou assumir a responsabilidade por uma conduta. Isso continua sendo trabalho de quem atende.

Por isso esta página não promete que você vai atender melhor nem que vai ganhar um número certo de horas por semana. O que dá para afirmar é o desenho: o que a ferramenta faz, quando faz e o que ela deixa para você.

Prontuário eletrônico para psicólogos: o que muda quando há IA

Sem IA, um prontuário eletrônico já precisa cumprir o básico da profissão: registro documental sigiloso, conteúdo mínimo e guarda por pelo menos 5 anos, como pedem as Resoluções CFP 01/2009 e 06/2019. Isso não muda. O que a IA acrescenta são três coisas.

A primeira é a leitura do acumulado. Depois de alguns meses, o prontuário de uma pessoa tem dezenas de registros, escalas aplicadas em datas diferentes e anotações entre sessões. A IA pode montar a trajetória dos escores e apontar o que mudou, para que você chegue à sessão sabendo onde olhar.

A segunda é o preparo. Antes do atendimento, um briefing reúne o que aconteceu desde o último encontro: registros do diário, instrumentos respondidos, mensagens. É um resumo para você ler, não uma conclusão para você aceitar.

A terceira é o rascunho de documento. Relatórios, declarações e outros documentos seguem a estrutura da Resolução CFP 06/2019, e a IA pode adiantar a forma. O conteúdo, a revisão e a assinatura são seus. A Conexão Psicológica já tratou desse limite em IA no documento psicológico: a forma pode ter apoio, o conteúdo tem autoria.

O que não deveria mudar é a autoria da evolução: ela é sua. Na Conexão Psicológica, a análise por IA tem botão próprio: ela não roda enquanto você escreve.

No painel, a análise por IA tem botão próprio

No painel da profissional ou do profissional, a análise por IA tem botão próprio: ela não roda enquanto você escreve. Você a aciona quando quer que a IA leia o que você escreveu.

Repare que a frase acima diz "no painel". No app de quem você acompanha, o caminho é outro: a Maré, uma IA que conversa com a pessoa entre as sessões, só conversa quando a própria pessoa abre a conversa. Dizer "a IA só roda quando você pede" para a plataforma inteira seria impreciso, e você precisa saber das duas pernas para explicar o serviço a quem atende. O detalhe está nas perguntas frequentes, abaixo.

Hipóteses com confiança limitada a 70%, e por que isso não é taxa de acerto

As hipóteses diagnósticas que a CP sugere têm a confiança limitada a 70% por desenho, e a própria tela avisa que o teto existe para prevenir viés de confirmação. O teto não é taxa de acerto: não diz que a ferramenta acerta 70% das vezes. O número aparece junto da hipótese, e não nos resumos que a IA escreve.

O limite não é uma orientação de estilo. Ele está gravado no banco de dados: nenhum diagnóstico do catálogo pode ter teto de confiança acima de 70%, e o código aplica o limite outra vez antes de mostrar o número na tela. Uma hipótese pode ter 35%, 50% ou 70% de confiança. Nenhuma passa disso.

O motivo é simples. Um número alto ao lado de uma hipótese tende a pesar mais do que deveria na leitura de quem decide, ainda mais no fim de um dia de atendimentos. O teto existe para que o número sirva de convite ao exame, nunca de conclusão. A conta completa do porquê de 70% está em Calibração de confiança em IA clínica: por que 70% não é número arbitrário. O modelo inteiro, com o que a IA do painel faz e o que ela nunca faz, está em IA na psicologia clínica.

A responsabilidade técnica pelo atendimento não se transfere para uma ferramenta. Diagnóstico, conduta, encaminhamento e o conteúdo de um documento são atos de quem atende, feitos com entrevista, contexto e instrumentos interpretados por uma profissional ou um profissional habilitado.

Na Conexão Psicológica, toda sugestão da IA é sua para revisar, aceitar, corrigir ou descartar. O registro que vale é o que você escreve e assina. Quando você discorda de uma hipótese, a discordância é a decisão, e não um erro a ser justificado.

Esse limite entre apoio e ato privativo é o tema de O que não se delega: a fronteira entre apoio operacional da IA e o ato privativo do psicólogo e de Responsabilidade ética intransferível.

46 escalas e inventários, no mesmo lugar

A plataforma reúne 46 escalas e inventários de rastreio e monitoramento, de áreas como ansiedade, humor, trauma, estresse, uso de substâncias e regulação emocional. Você aplica, a pessoa responde pelo app, o escore sai corrigido e entra na trajetória dela ao longo do tempo. Dos 46, 41 têm estudo de validação ou de adaptação para o Brasil, e 5 têm estudos de validação internacionais.

Escala de rastreio não é diagnóstico, e escore alto não decide nada sozinho: a leitura do resultado é sua, junto com a entrevista e o contexto. O critério que a casa usa para escolher o que aplicar está em Instrumentos validados no Brasil: o critério editorial para escolher qual aplicar em consultório, e o catálogo completo fica em Instrumentos.

O app de quem você acompanha

Entre uma sessão e outra, a pessoa que você acompanha usa um app próprio. Nele ela faz o diário emocional, responde aos instrumentos que você enviou e registra o que quiser trazer para a próxima sessão. Nos três planos, o app é white-label, com o seu nome.

No app existe a Maré, uma IA que conversa com a pessoa entre as sessões. A conversa começa quando a própria pessoa a abre, e a Maré se apresenta como uma IA, que não substitui a terapia. Existe também o Pulso, uma leitura dos registros que a própria pessoa abre no app e que é escrita para ela, não para você. Se uma mesma emoção pesada se repetir muitas vezes na semana, você recebe um aviso. Isso faz parte do que você explica a quem atende no começo do acompanhamento, junto com o contrato.

Sigilo, LGPD e as normas do CFP

Pela LGPD, dado de saúde é dado pessoal sensível (art. 5º, II) e só pode ser tratado nas hipóteses do art. 11. No prontuário, a base típica não é o consentimento: é o cumprimento de obrigação legal ou regulatória e a tutela da saúde em procedimento realizado por profissional de saúde (art. 11, II, "a" e "f"). Você é a controladora ou o controlador desses dados, e a plataforma é a operadora (art. 5º, VI e VII), que trata segundo as suas instruções. A Conexão Psicológica detalhou isso em Proteção de dados no prontuário psicológico: a base legal correta desde o primeiro clique.

Do lado do CFP, não existe hoje resolução específica sobre IA. Valem o Código de Ética Profissional, as normas de registro documental e de documentos escritos (Resoluções CFP 01/2009 e 06/2019, com guarda mínima de 5 anos) e a Resolução CFP 09/2024, que regulamenta o atendimento mediado por tecnologias digitais e pede que o contrato informe os recursos tecnológicos usados e como eles garantem o sigilo. A 09/2024 é de telepsicologia e não trata de IA. O que orienta o uso de IA hoje são a Nota de Posicionamento do CFP, de 3 de julho de 2025, e o guia Inteligência Artificial na Psicologia: guia para uma prática ética e responsável, de 19 de dezembro de 2025, os dois sem força de norma. A diferença entre o que a resolução diz e o que se atribui a ela está em O que a Resolução CFP nº 9/2024 diz, e o que não diz, sobre inteligência artificial.

Para onde os dados vão quando a IA é usada está respondido na pergunta 3, abaixo, e a política de privacidade traz o tratamento completo.

Como escolher uma ferramenta com IA para o consultório

Antes de olhar recurso, olhe o desenho. Quatro perguntas separam bem as ferramentas: fica claro quando a IA roda e quem a aciona? Ela admite incerteza, ou toda sugestão soa certa? A decisão final fica com você, sem atalho que aceite a sugestão por você? Onde os dados são processados?

Depois, peça respostas por escrito. Quem é o controlador e quem é o operador. Onde os dados são processados e, se saírem do Brasil, com que mecanismo da LGPD. Se algum fornecedor de IA recebe os dados e se pode usá-los para treinar modelos. Qual é o prazo de guarda e como exportar os registros se você sair, já que o CFP exige guarda mínima de 5 anos. Se essas respostas não vierem por escrito, peça antes de contratar.

Por fim, teste com um caso fictício antes de colocar dado real. Veja se você consegue registrar sem acionar a IA, se as sugestões aparecem com a incerteza à vista e se é fácil descartar o que não serve. O roteiro completo está em Avaliação crítica de ferramentas de IA: o checklist de seis testes e em Transparência algorítmica em ferramentas clínicas: o que perguntar antes de adotar.

O que a Conexão Psicológica inclui, quanto custa e como testar

Em todos os planos, a Conexão Psicológica inclui o prontuário clínico completo, a análise de IA sob demanda, o briefing pré-sessão, as 46 escalas e inventários, documentos em 8 modelos, entre eles as modalidades da Resolução CFP 06/2019, o app de quem você acompanha com o diário emocional e a Maré, e criptografia em repouso e em trânsito.

O plano Por uso não tem mensalidade até 3 clientes ativos e não pede cartão para começar. A partir do 4º cliente ativo, são R$ 10 por mês por cliente ativo adicional, com teto de R$ 247,50 por mês no total, e a cobrança só começa depois que você autoriza. Cliente inativo não conta.

O plano Pro custa R$ 247,50 por mês, com o primeiro mês grátis no pagamento mensal, ou R$ 2.220 no ano à vista, o mesmo que R$ 185 por mês. O anual não tem mês grátis. O Pro tem clientes ilimitados, e-mail profissional @conexaopsicologica.com, o Modo Apoio Clínico do DocumentosPsi incluso (o uso avulso é cobrado à parte), suporte prioritário e formação continuada (6 módulos, em breve). Não há fidelidade, e você tem 7 dias para desistir, com devolução integral e corrigida, inclusive no pagamento anual.

O plano Clínica é sob proposta, a partir de 5 profissionais, com contrato anual, painel da clínica e suporte dedicado. Como o painel funciona por dentro está em como a plataforma funciona para quem atende.

Para testar, crie uma conta no Por uso, cadastre um caso fictício e passe pelo fluxo: registrar uma sessão, pedir uma análise e ver uma hipótese com o número de confiança ao lado. Os valores e as condições completas estão em Planos e preços.

Perguntas frequentes sobre IA e prontuário eletrônico

O que a IA para psicólogos faz e o que ela não faz?

Ela organiza informação, sugere leituras de padrão e aponta o que pode merecer atenção. Não diagnostica, não define conduta e não se passa por você. No painel da Conexão Psicológica, a análise por IA tem botão próprio: ela não roda enquanto você escreve. No app de quem você acompanha existe a Maré, uma IA que conversa com a pessoa entre as sessões: a conversa começa quando a própria pessoa a abre, e a Maré se apresenta como uma IA.

Psicólogo pode usar IA no prontuário?

Pode, e a responsabilidade técnica continua com quem atende: a IA apoia o registro e a leitura, quem assina e decide é você. Não existe hoje resolução do CFP específica sobre IA. Valem o Código de Ética, as normas de registro documental e prontuário (Resoluções CFP 01/2009 e 06/2019) e a de atendimento mediado por tecnologia (Resolução CFP 09/2024), além da Nota de Posicionamento do CFP de julho de 2025 e do guia de dezembro de 2025 sobre IA na Psicologia, que orientam sem força de norma.

Para onde vão os dados quando a IA é usada?

Na Conexão Psicológica, o prontuário, as sessões e o diário emocional ficam em banco de dados criptografado no Brasil, isolado por conta. Dado de saúde é dado pessoal sensível na LGPD (art. 5º, II) e só pode ser tratado nas hipóteses do art. 11. No prontuário, você é a controladora ou o controlador, e a Conexão Psicológica é a operadora. Há dois caminhos de uso da IA, e eles são diferentes. No painel, a análise por IA tem botão próprio: ela não roda enquanto você escreve. No app de quem você acompanha, a Maré só conversa quando a própria pessoa abre a conversa, e o Pulso é uma leitura dos registros escrita para ela; você recebe um aviso se uma mesma emoção pesada se repetir muitas vezes na semana. O fluxo de cada tipo de dado está na página sobre IA, e o tratamento completo, na política de privacidade.

A IA diagnostica?

Não. Diagnóstico é ato da psicóloga ou do psicólogo, feito com entrevista, contexto e instrumentos interpretados por quem atende. A CP pode sugerir hipóteses diagnósticas para você examinar, com a confiança à vista e limitada a 70% por desenho. O teto não é taxa de acerto: não quer dizer que a ferramenta acerta 70% das vezes, e sim que nenhuma hipótese chega com cara de veredito. Toda hipótese, com qualquer número, é sua para revisar, aceitar ou descartar.

Como escolher uma ferramenta com IA para psicologia?

Comece por quatro perguntas: fica claro quando a IA roda e quem a aciona? Ela admite incerteza em vez de soar certa? A decisão final fica com você? Onde os dados são processados? Depois, peça por escrito: quem é o controlador e quem é o operador, onde os dados são processados, se algum fornecedor de IA os recebe e se pode usá-los para treinar modelos. Pergunte também o prazo de guarda e como exportar os registros se você sair, já que o CFP exige guarda mínima de 5 anos. Se essas respostas não vierem por escrito, peça antes de contratar.

A IA da Conexão Psicológica decide por mim?

Não. A decisão é sempre sua. A IA da CP sugere, e as hipóteses diagnósticas chegam com confiança limitada a 70%, para que nenhuma chegue com cara de certeza. Você aceita, corrige ou descarta. O registro que vale é o seu.

Publicado por: Equipe Editorial · Conexão Psicológica · Curadoria editorial. Conheça nossa equipe editorial.
Publicado em: 22 out. 2026 · Atualizado em: 22 out. 2026

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