Como melhorar a memória: dicas baseadas na neurociência
A memória é uma habilidade fundamental para o aprendizado e o desenvolvimento humano. Ela nos permite armazenar, recuperar e usar informações que adquirimos ao longo da vida. Mas como podemos melhorar a nossa memória e torná-la mais eficiente? Neste texto, vamos apresentar algumas dicas baseadas na neurociência que podem ajudar você a estimular a sua memória e a lembrar das coisas que considera importantes.
- Visualizar: Uma das técnicas mais simples e eficazes para melhorar a memória é visualizar o que você quer lembrar na sua cabeça. O ato de visualizar cria novas conexões cerebrais entre o que você quer lembrar e o que você está visualizando, facilitando o acesso à memória. O ideal é tentar visualizar o que você precisa de um modo bem peculiar, usando imagens incomuns ou divertidas que chamem a sua atenção. Por exemplo, se você quer lembrar que parou o carro na vaga 5C do estacionamento, imagine que há cinco cachorros esperando por você no carro (BBC News Brasil, 2020). Essa técnica funciona também para os estudos e o aprendizado, pois ajuda a criar imagens mentais mais concretas do que as palavras escritas ou faladas. As evidências científicas indicam que essa técnica aumenta a retenção de informações em crianças e adultos (BBC News Brasil, 2020).
- Associar: Outra técnica muito útil para melhorar a memória é associar as coisas que você precisa lembrar entre si ou com algo que já sabe. Fazer elos ou associações ajuda a organizar as informações na sua mente e a criar mais pistas para recuperá-las depois. Por exemplo, se você quer lembrar os nomes dos planetas do sistema solar na ordem correta, pode usar uma frase mnemônica como “Meu Velho Tio Marte Já Sabe Usar Netuno” (BBC News Brasil, 2020). Essa técnica também pode ser usada para lembrar de conceitos ou fórmulas matemáticas, por exemplo. Se você quer lembrar a fórmula da área de um triângulo, pode associá-la com a palavra BAT: Base vezes Altura dividido por dois. A neurociência sugere que essa técnica facilita a recuperação da memória ao criar mais conexões entre as informações (BVS, 2004).
- Método de loci: O método de loci é uma técnica milenar que consiste em associar as informações que você quer lembrar com lugares conhecidos por você. A ideia é criar uma rota mental em que cada informação é colocada em um local específico. Depois, para lembrar das informações, basta percorrer mentalmente a rota e visualizar os locais com as informações associadas. Por exemplo, se você quer lembrar os itens de uma lista de compras, pode associá-los com os cômodos da sua casa: leite na sala, ovos na cozinha, sabão no banheiro etc (BBC News Brasil, 2020). Essa técnica pode ser usada para lembrar de qualquer tipo de informação, desde que você consiga criar uma rota mental com lugares familiares e distintos. A neurociência mostra que essa técnica ativa áreas cerebrais relacionadas à navegação espacial e à memória (BVS, 2004).
- Musicalizar: A música é uma poderosa aliada da memória, pois envolve vários sentidos e áreas cerebrais na sua percepção e produção. Além disso, a música tem ritmo, melodia e rima, que facilitam a memorização de informações. Por isso, uma boa dica para melhorar a memória é musicalizar o que você quer lembrar, criando uma canção ou uma paródia com as informações. Por exemplo, se você quer lembrar a fórmula de Bhaskara, pode cantar: “Menos b mais ou menos raiz de b ao quadrado menos quatro a c, tudo isso dividido por dois a” (BBC News Brasil, 2020). Essa técnica pode ser usada para lembrar de qualquer tipo de informação, desde que você consiga criar uma letra que combine com a melodia e que contenha as informações que você quer lembrar. A neurociência revela que a música estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor que melhora o humor e a motivação para aprender (BVS, 2004).
- Transformar listas em frases: Uma dificuldade comum da memória é lembrar de listas de itens, como números de telefone, datas ou códigos. Uma forma de facilitar esse processo é transformar as listas em frases que façam sentido para você. Por exemplo, se você quer lembrar o número 1234567890, pode criar uma frase como “Um dois três, quatro cinco seis, sete oito nove zero” (National Geographic Brasil, 2022). Essa técnica pode ser usada para lembrar de qualquer tipo de lista, desde que você consiga criar uma frase que contenha os itens que você quer lembrar. A neurociência explica que essa técnica reduz a carga da memória de curto prazo ao agrupar as informações em unidades maiores e mais significativas (BVS, 2004).
- Usar todos os sentidos: Quanto mais sentidos forem usados para aprender algo, mais partes do cérebro estarão envolvidas na retenção da memória, explica a instituição de Harvard. Por isso, uma dica para melhorar a memória é usar todos os sentidos para reter as informações, como ver, ouvir, tocar, cheirar e provar. Por exemplo, se você quer lembrar o nome de uma pessoa que acabou de conhecer, pode repetir o nome em voz alta, olhar nos olhos da pessoa, apertar a mão dela e associar o nome com algum cheiro ou sabor que você perceba no ambiente (National Geographic Brasil, 2022). Essa dica pode ser usada para aprender qualquer tipo de informação, desde que você consiga usar mais de um sentido para reter as informações. A neurociência demonstra que essa dica aumenta a ativação cerebral e a codificação das informações na memória (BVS, 2004).
- Praticar exercícios físicos e dormir bem: Por fim, duas práticas essenciais para melhorar a memória são praticar exercícios físicos e dormir bem. Os exercícios físicos aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro e estimulam a liberação de substâncias que favorecem o crescimento e a proteção das células nervosas. Além disso, os exercícios físicos melhoram o humor, a atenção e a concentração, que são fatores importantes para a memória. Já o sono é fundamental para consolidar as informações aprendidas durante o dia e preparar o cérebro para novos aprendizados. Uma noite mal dormida prejudica a capacidade de memorizar e recuperar informações (Tua Saúde, 2021).
Essas são algumas dicas baseadas na neurociência que podem ajudar você a melhorar a sua memória e a lembrar das coisas que considera importantes. Lembre-se que a memória é uma habilidade que pode ser treinada e aprimorada com exercícios e hábitos saudáveis. Espero que tenha gostado do texto e que ele seja útil para você.
Referências:
BBC News Brasil. (2020). Cinco técnicas para estimular a memória, segundo a neurociência. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53603640
National Geographic Brasil. (2022). 7 práticas para melhorar a memória. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2022/12/7-praticas-para-melhor
Tua Saúde. (2021). 11 dicas para melhorar a memória rápido. Disponível em: https://www.tuasaude.com/5-dicas-para-melhorar-a-memoria/
BVS. (2004). A memória. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252004000100023

Olá! Eu sou Gérson Silva Santos Neto, e minha paixão é explorar os mistérios da mente humana e desvendar os segredos do cérebro. Mas espere, há mais: sou também um neurocientista biohacker. Vamos nos aprofundar nisso?
O Começo da Aventura
Desde criança, eu já era fascinado pelas perguntas que pareciam não ter respostas simples: Por que pensamos o que pensamos? Como nossas emoções se entrelaçam com os circuitos neurais? Essas questões me impulsionaram a seguir uma carreira na interseção entre a psicologia e a neurociência.
A Jornada Acadêmica e Além
Doutorado em Neurociências e Ciências do Comportamento: Minha jornada acadêmica me levou à Universidade de São Paulo (USP), onde mergulhei fundo no estudo dos distúrbios do neurodesenvolvimento. Imagine: perfis cognitivos, comportamentais e de personalidade da síndrome de Turner, tudo isso conectado à herança cromossômica do X. Foi uma verdadeira aventura científica!
Mestre em Ciências (Neurociências): Antes do doutorado, fiz uma parada estratégica para obter meu título de mestre. Minha pesquisa? Investigar as alterações neuropsicológicas relacionadas ao rinencéfalo, usando a síndrome de Kallmann como modelo. Essa síndrome, com suas disfunções genéticas, é um quebra-cabeça intrigante que me fez perder noites de sono (no bom sentido, claro!).
Biohacking: Desvendando Limites
Aqui está o toque especial: sou um biohacker. O que isso significa? Bem, não apenas observo o cérebro; também experimento com ele. Desde otimização cognitiva até técnicas de meditação avançadas, estou sempre explorando maneiras de elevar nossa experiência mental. Ah, e sim, às vezes uso eletrodos e wearables estranhos. Mas hey, a ciência é uma aventura, certo?
Se você quiser saber mais ou trocar ideias sobre cérebros, biohacking ou qualquer coisa do gênero, estou aqui! 🧠✨